01.12.08

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Começou por servir cafés na Praça da Alegria da RTP e hoje é o repórter de serviço no programa. O à vontade para comunicar não passou despercebido e hoje concilia várias áreas na sua vida profissional que acabam por integrar também a sua vida pessoal.

A música foi a sua primeira paixão e nasceu já durante os 12 anos de seminário. Anos esses que o dotaram da organização necessária para, hoje, conciliar a televisão, a banda "Polén" da qual é vocalista e ainda a escrita.

 

 

O seu percurso académico sofreu uma alteração depois de enveredar pelo meio televisivo. Licenciado em Teologia pela Universidade Católica, frequenta agora o curso de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto por " sentir falta de algumas bases mais estruturais".

Já na escrita, distingue-se pela poesia que, no caso do livro "Branco", foi editada em Braille. Uma forma de demonstar a sua preocupação social, patente na colaboração com o projecto AJUDAS que apoia pessoas portadoras de deficiência.

A jardinagem e as viagens encarregam-se de ocupar o seu tempo livre, acompanhadas pela fotografia que tanto aprecia.

Um percurso de vida que representa esperança para aqueles que pretendem fazer carreira na televisão.

 

Bárbara Pinho 2T4

publicado por Burguesinhas às 23:50

Num ambiente que se revelou bastante aconchegante e afável em entrevista com Coronel Soares de Moura, é revelado um outro lado da participação na Guerra do Ultramar, as vivências, experiências e as convicções.

 


 

Augusto Soares de Moura é um coronel reformado das Forças Armadas.  Decidiu agarrar a carreira de militar porque a sua família materna estava toda ligada às forças armadas. As condecorações, a espada do avô fascinavam-no.

Antes de ir para o ultramar esteve no Estado Maior da Força Aérea, na avenida da liberdade em Lisboa. Não gostava nada de estar em Lisboa, estava longe da família e quase não havia serviço, o que havia acabava cedo e era apenas papel. O que ele realmente gostava era o trabalho de campo, “gosto de todos mas talvez preferisse mais a parte activa, de comandar aviões”. Foi dos primeiros a voluntariar-se para a guerra, “ se não fui o primeiro, devo ter sido dos primeiros. Há uma coisa que é certa, eu fui no primeiro avião que levou gente para ficar definitivamente em Angola”. Voluntariou-se para a guerra porque segundo o mesmo, “o exército é feito para a guerra”, esta estava a começar e ele entendeu que deveria ir. Nunca se arrependeu de se ter voluntariado até porque aos 43 anos já era Coronel e já podia regressar a sua casa.

Antes de ir para o Ultramar esteve na guerra do Algodão em Malange, onde permaneceu 3 semanas. A guerra do Algodão foi no final de Janeiro, início de Fevereiro e em Março rebentou a guerra colonial.

Esteve no Ultramar quatro anos. Admite que as hierarquias eram privilegiadas pois não ganhavam a mesma coisa e a alimentação era diferente. Os soldados andavam vestidos de uma maneira, os sargentos e os oficias de outra, o tecido das fardas era diferente. “A alimentação também era diferente, havia o chamado rancho, os soldados comiam do rancho. Os sargentos já comiam no que se chamava, messe sargento e os oficiais comiam na messe dos oficiais.”

A verdadeira guerra estourou à sua volta, a 5 km da cidade de Carmona. Pegaram desde logo nos aviões para ver o que se passava, lembra-se de ter visto uma enorme fila de carros numa bomba de gasolina. As pessoas tentavam fugir, havia já muitos mortos e os feridos começavam a chegar. “São imagens que não esquecemos”.

Não teve acompanhamento depois da guerra, diz que nunca sentiu necessidade e que fez a sua vida, fez o que pôde. Foi para lá como Major veio como Coronel, não podia querer mais nada.  

O episódio que mais o marcou foi dois dias depois da grande matança. “As pessoas andavam todas a fugir, especialmente as mulheres e havia uns aviões que vinham de Luanda lá à base. Bom, mas os aviões aterravam e levavam aí às 40/50 pessoas para Luanda mas elas chegaram às centenas e então a única solução era a fila. As filas às vezes estavam ali uma hora, duas ou três ou quatro, era quando o avião ia a Luanda descarregava, vinha e as pessoas estavam ali horas e então houve outro apoio. Começamos a ter pena e começamos a fazer umas sopas, ou às vezes um bocado de leite porque havia mães que traziam bebés e a cruz vermelha procurou ajudar. Eu andava por ali, nessa altura não estava a voar e dávamos um pão, sopa e as pessoas claro agarravam e há uma senhora então já vestida de preto, não sei o que significava, lembro-me que estava de preto, era uma senhora relativamente idosa e não quis e disse-lhe “A senhora não quer nada? Olhe que é capaz de estar aqui muito tempo” e ela chorava, chorava e não abria a boca, nem abriu a boca. Os pretos agarraram-na e ela esteve com os pretos toda a noite, só de manhã é que foi libertada e pronto… Coitada da senhora, disse que estava… pronto, foi isto! Nos somos homens e tal, mas os homens também tem coração. E essas coisas são muito bonitas de contar e ouvir mas estar lá. Ela tinha olheiras até cá baixo, chorava, chorava, não queria comer não queria nada!”

Regressou antes da guerra acabar porque todos os lugares de Coronel estavam ocupados e disseram-lhe que regressasse à metrópole, mais ainda ficava mais tempo. Depois de três anos na metrópole disseram-lhe que tinha que ir para o Curso de General e ele disse “não morro sem estar em minha casa” então saiu da Força Aérea. “Fiz a minha parte, acho que bem-feita e chegou.”

 


Carla Garcia 2T4

publicado por Burguesinhas às 20:23

Coronel Soares de Moura, natural de Lousada, onde nasceu em 1923. Fez os seus estudos em Lousada, Penafiel, Porto e Lisboa onde frequentou a Escola do Exército e cursou Aeronáutica para onde entrou com 20 anos, agora é Coronel reformado. Fez diversas traduções de livros técnicos, colaborou em jornais e revistas militares.

Se a sua ascendência materna, toda ela uma estirpe de brilhantes militares e marinheiros, o levou à profissão das armas, foi, sem duvida, a progénie paterna que o fez regressar às origens e agarrar-se às ocupações tradicionais dos avoengos: a agricultura e livros.

Escreveu um romance intitulado “Segundo Aviso” em 1994 baseado em “acontecimentos, sentimentos e ressentimentos” da guerra.

Como o próprio afirma “não podemos ser extremistas, isso fundamentalista sei eu que não sou”, sem fundamentalismos mas com convicções, Soares de Moura é determinado, dono de um carisma e força interior inigualáveis.

Mostra um grande apego às suas raízes, à sua casanunca pensei desligar-me desta casa”, da qual fala com um brilho nos olhos. Apesar de não ter ficado com stress pós-traumático e como o próprio diz “são imagens que não esquecemos”, em momento algum se arrependeu de se ter voluntariado para ir para o Ultramar. É uma pessoa tranquila e com coração, dedicou parte da sua vida às Forças Armadas de quem fala com orgulho. Amabilidade simplicidade e sensatez são apenas mais algumas das características que o definem enquanto pessoa.
ENTREVISTA

 

publicado por Burguesinhas às 19:53

Joana Melo foi uma das vencedoras do programa da RTP “Operação Triunfo”, em 2003. Grava ainda o 1º álbum a solo: “Mar Confidente”, um disco intimista, que reencontra as raízes da música tradicional portuguesa. Recebe o “Prémio Melhor Voz do Ano” atribuído pela Rádio Central FM na XII Gala da Central FM em Outubro de 2004. Participou no elenco do Musical “Cabeças no Ar”, de Carlos Tê, em 2005. Foi apresentadora do Programa de televisão da RTP “Desafio 12-25”, em 2005, um programa para jovens, especialmente dedicado às potencialidades do Cartão Jovem.
Em 2008 ingressa no projecto musical “Lisboa Não Sejas Francesa”. Em Março, participa no Festival da Canção. Ainda em Outubro o grupo recebe o prémio de "Revelação do Ano", na XVI Gala da Central FM Rádio Clube, atribuídos pelo Rádio Clube Português e Rádio Central FM.
Joana Melo prepara-se para gravar o seu 2º álbum a solo, em Janeiro de 2009.
 

 

publicado por Burguesinhas às 18:52

Foi o programa televisivo “Operação Triunfo” que a tornou conhecida. Gravou “Mar Confidente”, um álbum que contou com a participação de autores renomados da música portuguesa. Depois de vários projectos, as atenções viram-se agora para o grupo “Lisboa Não Sejas Francesa” e para a gravação do novo álbum, agendada para o início do próximo ano. Numa entrevista feita por e-mail, Joana Melo relembra momentos do passado e revela projectos do futuro.

 

 

 

Operação Triunfo

Foi a mãe quem a inscreveu na “OT”, em 2003. Além de ter de aprender a lidar com as câmaras, também foi difícil “estar em cima de um palco, interpretar e cantar temas que normalmente não fariam parte do meu reportório e a ginástica todos os dias de manhã…” Quando as luzes do programa se apagaram, a verdade tornou-se mais clara, como a própria cantora afirma: “Pintaram as coisas muito coloridas, é verdade, mas rapidamente me apercebi que as coisas não eram assim e que havia um longo percurso a percorrer e muito trabalho pela frente... Mas quem corre por gosto não cansa...”

“Mar Confidente”

Entretanto, Joana Melo grava o seu 1º álbum, “Mar Confidente”, em cerca de mês e meio. Produzido por Susana Félix e Nuno Faria, contou com a colaboração de artistas como Paulo de Carvalho, Carlos Bica, os Toca a Rufar e o grupo algarvio Marenostrum (que também a acompanharam nos espectáculos). Vendeu perto de 10 mil cópias, chegando a disco de prata, o que surpreendeu em muito a cantora. Para Joana o álbum “não tem um estilo definido, tem um bocadinho de fado, música tradicional e pop. É um disco que me deixou portas abertas para todos os estilos...”

Joana Melo canta um dos temas do álbum: "Toca a Roda"

“Lisboa Não Sejas Francesa”

Actualmente é vocalista de um novo grupo musical, os “Lisboa Não Sejas Francesa” :foi um convite que o Miguel Majer e o Ricardo Santos produtores dos Donna Maria me fizeram. Achei o projecto muito interessante e não hesitei.” Em Março deste ano, o grupo deu-se a conhecer ao público, no Festival RTP da Canção 2008, concorrendo com a música “Porto de Encontro”, mas “nós já existíamos antes do festival. Aceitamos o convite da RTP visto ser uma boa maneira de fazermos um tema original, já que somos uma banda de versões e para dar-mos a conhecer o nome da banda, pois era tudo muito recente, estávamos juntos há um/dois meses.”

Futuro

Joana Melo prepara-se para gravar o seu 2º álbum a solo, um disco que “no fundo será o meu 1ºdisco”, pois será “um disco muito mais coerente e muito mais meu.” Segundo palavras da cantora, este disco vai ter “uma concepção diferente”, apesar de também poder contar com a colaboração de vários compositores, mas não terá a participação de Joana na escrita ou na composição dos temas por enquanto. A relação com os fãs mantém-se: “Continuo a manter contacto com muitos dos meus apoiantes da altura da OT” que continuam a acompanhá-la para onde quer que vá e aplaudindo-a a cada novo projecto. Aos 24 anos, Joana Melo continua a voar nas asas da sua voz, encontrando-se cada vez que pisa o palco, algo que considera “indescritível. É uma sensação de felicidade, de prazer.” Para o futuro espera “conseguir concretizar todos os meus sonhos e pisar muitos palcos nacionais e internacionais.” Joana Melo continua a trilhar a sua carreira, seguindo sempre os seus instintos e construindo novos rumos para a música portuguesa.

 Perfil de Joana Melo

 Tatiana Henriques 2º Ano - Turma 4

publicado por Burguesinhas às 18:52

 

Olá..

Nos somos as burguesinhas! Somos alunas do curso de Ciências da Comunicação:Jornalismo, Assessoria e Multimédia da Universidade do Porto. Decidimos criar este blog por 1001 razões mas a principal é mesmo o facto de sermos muitos amigas e precisarmos de um blog onde postar as nossas fantasticas entrevistas. Precisamos de um local onde possámos deixar recordações de anos muito bons de faculdade. Desta forma, daqui a dois anos, mesmo que cada uma de nós siga um rumo diferente vamos ter sempre um local para nos encontrarmos e para relembrarmos tudo de bom que fizemos juntas e que iremos (com certeza) continuar a fazer.

publicado por Burguesinhas às 18:31

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